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CBPQ EM REVISTA 11

Confederação Brasileira de Pára-Quedismo - CBPq

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Gestão: Salta Brasil - CBPq para você

 

CBPq em Revista Ano IV nº 11 - maio de 2010

 

 

Apresentamos neste número dois ótimos textos elaborados pelo atleta profissional Eduardo Mendonça sobre dois nichos de profissionalização de nosso esporte, câmeras e treinadores após a formação de alunos. As opiniões e definições são de responsabilidade do autor.

 

Cameraman:

Pára-quedismo é um esporte de grande apelo e estimulo visual, podendo ser gravado por câmeras.

Câmeras pequenas e leves facilitam o trabalho, porém não fazem delas mais seguras de serem usadas sem as observações devidas.

É necessário determinar quando alguém poderá subir no avião para filmar algo ou alguém, portando câmera filmadora e/ou fotográfica.

Como atividade profissional, este deverá ter alguma licença que prove a capacidade de filmar tandem em qualquer área de saltos brasileira, impedindo que qualquer pessoa apareça dizendo que é cameraman.

De acordo com a Associação de Pára-quedismo da África do Sul, existem 3 categorias de câmeras:

Câmera Básico – Aquele pára-quedista que porta uma câmera para filmar saltos próprios.

Câmera de terceira pessoa – Pára-quedista profissional que filma saltos de terceiros, exceto saltos de alunos e tandem.

Câmera especializado – Pára-quedista profissional apto a filmar todo tipo de saltos, incluindo alunos e tandem.

Deve ser legislado o tipo de equipamento que os câmeras devem portar: capacete específico, a verificação de lugares onde não podem ficar presas as linhas (cobrir com fitas adesivas para que as linhas possam deslizar), sistemas de desconexão de câmeras (altamente recomendado), altímetros visuais e sonoros (ambos obrigatórios) e ainda hook-knife para caso de alguma linha ficar presa no sistema de câmera (afinal uma hook-knife custa o preço de um lanche e alimenta uma vida). Legislado também acompanhamento do instrutor do aluno para filmagem de aluno.

 

 

 

Treinadores de pára-quedismo avançado:

Após deixar de ser aluno, o então pára-quedista costuma procurar desenvolver as técnicas que englobam as diversas modalidades de pára-quedismo.

Existem várias pessoas que poderão ajudar e muitos amigos que poderão dar dicas sobre o que fazer, mas o que fazer quando busco uma instrução profissional?

Muitas áreas de saltos têm atletas de vários estilos, sempre aptos a ajudarem e terem saltos grátis em algumas decolagens; muitos dos quais não estão aptos a tratar o assunto com a devida seriedade do tema.

Um instrutor poderia ajudar seu aluno com o treinamento, porém ser instrutor apenas qualifica para formação de alunos, não o qualifica para treinamentos específicos.

Em treinamento específico engloba-se: Trabalho relativo, Trabalho relativo de velames, Precisão, Estilo, Freefly, Wingsuit, Skysurf, swoop e outros que possam vir a aparecer futuramente.

No passado pudemos assistir um vídeo no youtube onde um treinador de freefly fica tetraplégico acompanhando um aluno, a criação desta categoria de profissionais visa a prevenção de acidentes e o desenvolvimento apropriado do atleta interessado.

Na USPA, na Federação de Pára-quedismo Australiano, na Associação de Pára-quedismo da África do Sul, na Associação Britânica de Pára-quedismo e em outras; existe a determinação de quem poderá fazer este tipo de treinamento seguindo um programa já elaborado com estágios a serem cumpridos em cada salto.

Quem devo procurar para aprender swoop? O atleta de minha área que faz pousos que considero bonito, mesmo não sabendo se está colocando a própria vida em risco? E se eu quiser fazer wingsuit?

 

Eduardo Mendonça

07 de Maio de 2010

Curitiba - PR

Jorge Derviche Filho
presidencia@cbpq.org.br
 
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