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Confederação Brasileira de Pára-quedismo
Entidade filiada a FAI
 
História do paraquedismo

Atualizado em 08 de Março de 2012


O paraquedismo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é um esporte criado há pouco tempo. Na verdade ele vem do eterno sonho do ser humano, destinado a viver no chão, o sonho de VOAR! Voar livremente utilizando somente seu próprio corpo, assim como fazem os pássaros!

O sonho tem início registrado ainda na mitologia, que mostra DEDALO e seu filho ÍCARO na busca de alçar vôo com asas de penas de pássaro ligadas por cera.

Em 1306, aparecem registros de acrobatas chineses que se atiravam de muralhas e torres empunhando um dispositivo semelhante a um grande guardachuva que amortecia a chegada ao solo.

Em 1495, LEONARDO DA VINCI escreveria em suas notas: "Se um homem dispuser de uma peça de pano impermeabilizado, tendo seus poros bem tapados com massa de amido e que tenha dez braças de lado, pode atirar-se de qualquer altura, sem danos para si". DA VINCI é considerado também o precursor como projetista de um pára-quedas.

Em 1617, o italiano FAUSTO VERANZIO salta com um "paraquedas" da torre da catedral de Veneza, aterrando ileso diante dos espectadores.

Em 1783, SEBASTIAN LENORMAND constrói e patenteia um paraquedas com que repetidamente executa saltos.

Em 1785, JEAN PIERRE BLANCHARD constrói e salta com um paraquedas feito de seda, sem a armação fixa que ate então era utilizada para manter o velame aberto.

Em 1797, ANDRE-JACQUES GARNERIN, em Paris, salta de um balão a uma altura aproximada de 2000 pés. GARNERIN prossegue saltando regularmente e a ele a história deu a honra de ser considerado o PRIMEIRO PARAQUEDISTA DO MUNDO. Em 1802, em Londres, GARNERIN salta a 8000 pés, um recorde para a época.

Em 1808, pela primeira vez o paraquedas foi usado como salva-vidas quando o polonês KUPARENKO o utiliza para saltar de um balão em chamas.

Em 1837, acontece o primeiro acidente fatal com um paraquedista, quando ROBERT COCKING falece em razão do impacto contra o solo. COCKING saltava com um paraquedas com o desenho de um cone invertido que se mostrou inadequado, não resistiu à pressão e fechou.

Em 1887, o Capitão americano THOMAS BALDWIN inventa o equipamento que se ajusta ao corpo do paraquedista, substituindo os cestos até então utilizados. Este invento foi um novo e importante passo para o desenvolvimento do paraquedismo.

Em 1901, CHARLES BROADWICK inventa o paraquedas dorsal, fechado dentro de um invólucro, como os que hoje são utilizados pelos pilotos de aviões militares. O sistema de abertura do paraquedas era um cabo amarrado ao balão.

Em 1911, GRANT NORTON realiza o primeiro salto utilizando um avião. NORTON decolou levando o paraquedas nos braços e na hora do salto arremessou-o para fora sendo por ele extraído da aeronave.

Em 1919, LESLIE IRVIN executa o primeiro salto livre, abrindo o paraquedas, por ação muscular voluntária durante a queda livre.

Em 1930, os russos organizam o primeiro Festival Desportivo de Paraquedismo.

Em 1941, o exército alemão emprega o paraquedas como equipamento de guerra, lançando pára-quedistas militares para conquistar a Ilha de Creta.

Dai em diante o pára-quedismo se desenvolve numa velocidade vertiginosa, seja quanto aos equipamentos, técnicas de salto e tipos de competição.


A História da CBPq

No BRASIL o paraquedismo tem inicio com CHARLES ASTOR, em 1931, no Aeroclube de São Paulo. Atuou sozinho formando alunos pelo BRASIL e foi sem sombra de dúvida o maior incentivador do esporte em nosso País.

Em 1941, no Campo dos Afonsos - RJ acontece o primeiro salto coletivo na América do Sul, realizado por 12 alunos de CHARLES ASTOR.

De 1941 a 1943 funcionaram duas escolas de pára-quedismo no Rio Grande do Sul, uma no Aeroclube e outra na VARIG.

Em 1944, o Capitão ROBERTO DE PESSOA é o primeiro militar brasileiro a realizar um curso de paraquedismo, tendo que fazê-lo no exterior. O Capitão DE PESSOA foi "brevetado" nos EUA e em 1945 o Exército Brasileiro envia aos EUA mais 34 militares, que ao retornarem passam a integrar a recém criada Escola de Pára-quedistas do Exercito Brasileiro, atual Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, organização militar integrante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, com sede no Rio de Janeiro, RJ.

No meio civil apenas eram realizadas, esporadicamente, algumas demonstrações.
Em 1958 é criada no Rio de Janeiro a equipe ÍCAROS MORDERNOS que, em 1961, se tornaria um dos primeiros clubes brasileiros de paraquedismo.

No final dos anos 50 o paraquedismo deixou de ser vinculado ao DAC (Departamento de Aeronáutica Civil) e então um grupo de jovens de São Paulo e do Rio de Janeiro resolveu reorganizá-lo e dar-lhe um cunho moderno.

Em São Paulo os principais atuantes eram Miguel Pacheco Chaves, Carlos Tender Guimarães, Decio Faria de Almeida e João Augusto MacDowell entre outros e no Rio, Francisco Clayton Lemos do Rego e Nelson Palma.

Com o inicio desse movimento agregaram-se muitos apoiadores que ajudaram na organização e na parte jurídica.

Quem regia o esporte na época era o Ministério da Educação e Cultura através do CND (Conselho Nacional de Desportos). Era necessário ter pelo menos 3 federações  para se ter uma confederação e assim ser reconhecido pelo CND.

Em 1962 foi fundada a Federação Brasileira de Pára-quedismo e que por meio de uma Assembléia Geral foi dissolvida em 30/03/1963 e criada a Comissão de Organização da UBP (União Brasileira de Pára-quedismo) com o intuito de definir objetivos da nova entidade, sua estrutura e sua filiação aos órgãos máximos do esporte nacional e internacional.

Os clubes eram filiados diretamente à UBP que funcionava como órgão gestor nacional.

Reconhecida pelo CND, a UBP realizou o primeiro campeonato brasileiro de paraquedismo em 1964 na cidade  de Campina Grande - PB em que se sagrou campeão Luiz Olintho Teixeira Schirmer.

A partir daí surgiram inúmeros clubes  e equipes por todo o Brasil.

Paralelamente também no meio militar o paraquedismo  se desenvolvia como esporte tendo as competições com os civis contribuído muito para o seu crescimento.

A União Brasileira de Pára-Quedismo atingiu os objetivos para os quais foi criada: estruturar o pára-quedismo como esporte dando  condições para sua filiação ao Conselho Nacional de Desportes  (CND) e a Federação  Aeronáutica Internacional (FAI).

Essas atividades desenvolvidas nos anos 1963 e 1964 culminaram com o envio da primeira delegação brasileira de pára-quedismo ao 7° Campeonato Mundial organizado pela FAI em 1964  na Alemanha Ocidental (RFA) e permitiram a perpetuação do pára-quedismo esportivo brasileiro superando definitivamente as barreiras oficiais e burocráticas até então existentes.

Essa delegação era composta por Carlos Alberto Tender Guimarães, Miguel Francisco Pacheco Chaves, Nelson José Pereira e João Augusto MacDowell.

Foram criadas as 3 primeiras federações (Paraná, São Paulo e Rio de Janeirol) e assim em 1975 a UBP transforma-se em CBPq (Confederação Brasileira de Pára-quedismo).

TODOS OS PRESIDENTES



UBP - João Augusto MacDowell de 1963  a 1966
UBP - Decio Faria de Almeida de 1966  a  1970
UBP - Miguel Francisco Pacheco Chaves de 1970  a  1974
UBP/CBPq - Adelson Julião de 1974  a  1981  
CBPq - Niquelson Rodrigues dos Santos de 1982  a  1984
CBPq - Solon Rodrigues Santos de  1985  a  1987
CBPq - José Alfredo Gomes Stratmann de 1988  a  1993
CBPq - Luiz Carlos Ribeiro de Morais de 1994  a  1996
CBPq - Antonio Barros de Sá de  1997  a  2000
CBPq - Junta Governativa (J. Derviche e Adelson Julião) 2000
CBPq - Adelson Julião de  2001  a  2002
CBPq - Henrique Theóphilo de  2003  a  2006
CBPq - Jorge Derviche Filho desde 2007 até hoje 

O paraquedismo brasileiro vem crescendo muito nos últimos anos, com diversos paraquedistas buscando especializações e melhores resultados técnicos, particularmente em centros de treinamento nos EUA. Atletas brasileiros, tanto homens quanto mulheres, por suas performances, têm sido convidados a participar dos recordes mundiais.

Estes atletas, de volta ao Brasil, muito têm contribuído para a elevação dos índices técnicos e do padrão de segurança.

A CBPq tem hoje vinte e uma Federações filiadas:


- Federação Acreana de Pára-quedismo;
- Federação Amazonense de Pára-quedismo;
- Federação Baiana de Pára-quedismo;
- Federação Catarinense de Pára-quedismo;
- Federação Cearense de Pára-quedismo;
- Federação Espírito-santense de Pára-quedismo;
- Federação Gaúcha de Pára-quedismo;
- Federação Goiana de Pára-quedismo;
- Federação Mineira de Pára-quedismo;
- Federação Paraense de Pára-quedismo;
- Federação Paraibana de Pára-quedismo;
- Federação Paranaense de Pára-quedismo;
- Federação Paulista de Pára-quedismo;
- Federação Pernambucana de Pára-quedismo;
- Federação de Pára-quedismo do Distrito Federal:
- Federação de Pára-quedismo do Mato Grosso do Sul:
- Federação de Pára-quedismo do Rio de Janeiro;
- Federação de Pára-quedismo de Rondônia;
- Federação de Pára-quedismo de Roraima.
- Federação Maranhense de Paraquedismo
- Federação Sergipana de Paraquedismo


Ainda existem Clubes diretamente filiados, pela inexistência de Federações, nos Estados de Alagoas, Piauí, Mato Grosso  e Amapá.

O paraquedismo brasileiro esta escrevendo sua história de forma gradual, com um elevadíssimo índice de segurança, fazendo com que cada área de salto no País seja efetivamente um local de encontro de amigos, que com suas famílias professam o credo expresso na afirmação:


“Somente os paraquedistas sabem por que os pássaros cantam!”




 

 
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